Nós nos pertencíamos

 

Rômulo do outro lado da rua olhou para mim e eu senti todas aquelas borboletas que voaram ao redor de mim mais cedo, agora em meu estômago. Ele deu um passo à frente e eu fiz o mesmo, nossos olhares não se deixaram.
Eu não sabia o que estava sentindo, mas eu precisava saber. Eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser beijá-lo, eu queria sentir o seu gosto.
Minhas mãos estavam suando e meu coração ameaçava sair pela boca.
Seu olhar era de aflição, por que ele estava aflito? Ele olhou para o chão a sua frente e voltou a me olhar, ele me queria ali? Ou ele estava confuso sobre o que sentia?
Ele sorriu e então eu entendi.
Não pensei duas vezes e atravessei a rua correndo, ele fez o mesmo. Quando nos encontramos eu tive certeza de que esse era o momento e que tudo iria mudar a partir dali. Eu o desejava e o seu olhar não mentia, ele me queria também.
Ele segurou minha mão e então percebi que eu estava tremendo. Senti um pingo em minha mão e olhamos para o céu, estava começando a chover.
Rimos ali parados no meio da rua.
Ele colocou uma mecha de cabelo atrás de minha orelha e desenhou com o dedão meu rosto até o queixo, o deixei cair por timidez e ele o levantou para que eu o olhasse. Nervosa eu sorri e mordi os lábios.
Ele aproximou seu rosto do meu e pressionou sua mão em minha nuca para que me aproximasse mais. Nossas bocas estavam há centímetros de distância e então ele fechou os olhos e eu o fiz também.
Agora os pingos eram mais fortes e meu cabelo já estava encharcado.
Sua boca macia tocou a minha e eu senti seu hálito de hortelã. Eu segurei sua cintura e o puxei para mais perto, eu precisava sentir seu corpo também. Com movimentos suaves nossas bocas se encaixavam e eu não senti mais o chão onde eu pisava, eu estava nas nuvens.
Eu senti que ele era meu, agora eu tinha certeza, nós nos pertencíamos e só com o beijo foi suficiente para compreender.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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Afinal, pra quem a maria escreve os textos de amor?

Quarta-feira é dia de texto fofinho aqui no blog, mas, hoje eu decidi responder uma perguntinha que sempre rola por aqui: PRA QUEM A MARIA ESCREVE OS TEXTOS FOFÍNEOS?

Pra quem não sabe, o que provavelmente ninguém saiba porque eu não costumo falar, eu namoro há 2 anos e meio e todo esse tempo teria que render algum pano pra manga né? Hahahahha.

Mas e aí, os textos são sobre o meu boy?

A maior parte dos textos são sobre o meu relacionamento, mas, alguns dos textos são apenas inspirados. Eu sempre gostei muito de escrever e escrever apenas sobre um relacionamento é muito limitado, quem gosta de escrever sabe como é. Claro que, esses 2 anos e meio, me dão inspiração suficiente para escrever textos fofos que renderiam ótimas legendas no instagram, mas, é sempre bom fantasiar um relacionamento diferente, algo que fuja um pouco da rotina e que pareça um pouquinho mais com uma daquelas histórias de amor de filmes e livros.

Os textos que são inspirados sempre contém alguma característica nossa e eu faço isso porque o nosso relacionamento é clichê como qualquer outro relacionamento e, antes de tudo, nós somos apaixonados um pelo outro, o que facilita muito na hora de escrever.

Romance sempre foi a minha leitura predileta e eu jamais poderia deixar de citar algo que eu sinto nos meus textos, então sim, sempre tem um pouquinho do meu boy em cada texto de amor que vocês leem por aqui!

E eu fico muito feliz quando algumas de vocês se veem nos meus textos, afinal, o amor só muda o endereço ♥

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Eu me apaixonei por um gamer

 

E eu nem fazia ideia.

Antes de você eu conheci caras que gostavam de vídeo game ou jogos no computador, o famoso CS, mas nada além disso. Eu via isso como por exemplo: a minha leitura, um hobbie.

Mas ei que surge você na minha vida.

Nos primeiros meses você não chegou a nem citar sobre isso, mesmo sendo tão importante pra você. A gente se via, conversava, ficava, tentávamos conhecer um ao outro melhor. Essas coisas normais de todo casal, né? Depois trocávamos mensagens, mas em momento algum você citou.

Quando você me contou eu me surpreendi por ser algo diferente pra mim, diferente do que vivi até aquele momento, mas, eu pude entender o porquê você demorou um pouco pra me falar. Você tinha medo que eu não entendesse esse pequeno detalhe sobre você.

E eu entendi.

Muitas pessoas não levam a sério esse tipo de paixão, eu digo paixão, pois te conhecendo eu sei que você dá o melhor de si. Inclusive, seus pais não entendiam que isso era muito mais que um hobbie, era o que você queria ser. Era o que você era.

No seu primeiro campeonato fora do estado eu torci por você em cada jogo, eu acompanhei, mesmo que pelo computador eu estava ali, torcendo por você e me sentindo tão orgulhosa de ter te apoiado.

Porque amor, o seu sonho é o meu sonho também.

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