Saudade do nosso começo

 

E de repente bateu uma saudade do nosso começo.

Todo começo de relacionamento é tão gostoso, né? E lembrar do nosso começo me fez perceber o quanto amadurecemos até aqui.

O nosso começo não foi diferente de outros casais por aí, foi uma mistura de frio na barriga e declarações sem fim. Parecíamos dois românticos incuráveis que nunca haviam se apaixonado antes e o amor é assim mesmo, nos torna extremamente bobos.

Olhar as nossas fotos e até mesmo prints de declarações no whatsapp me fez reviver esse sentimento com gostinho de primeira vez e sabe o que eu percebi? Que hoje em dia as declarações não são tão frequentes, mas isso não é ruim, porque naquele momento nós não tínhamos como provar o que sentíamos e as palavras eram a única forma de demonstrarmos isso e hoje em dia nós demonstramos nos pequenos detalhes do dia a dia.

Nós amadurecemos, aprendemos com as nossas diferenças o que é amar e hoje somos muito mais do que eu e você éramos no começo; somos nós.

Eu sinto saudade do começo, mas nada se compara com o nosso agora.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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Antes de te amar eu te odiava

Eu cresci ouvindo a minha mãe dizer: onde há ódio, há amor. Confesso que não levava muito a sério e geralmente eu conciliava essa frase com algo que eu odiava ao extremo: mamão. Oras, como eu posso amar mamão se eu odeio essa fruta com todas as minhas forças? Pela primeira vez minha mãe estava errada sobre suas teorias.

Até eu te conhecer.

Eu não fui com a sua cara, não suportava ouvir a sua voz. Todas as vezes que você abria a boca pra fazer piadinhas e falar qualquer besteira (era só isso que você fazia), eu sentia vontade de sair correndo. E engraçado que eu tinha uma amiga em comum que também não te suportava, então eu não estava errada, né? Você era insuportável.

Não tive mais contato com você, na verdade eu nem sentia a sua falta, era como se você nunca tivesse existido. Mas, por ironia do destino eu fiz um novo amigo que também era seu amigo. Chega a ser cômico, mas como já tinha passado algum tempo eu resolvi te dar uma segunda chance.

E não é que a minha mãe tinha razão?

Eu comecei a te ver com outros olhos, por mais incrível que pudesse parecer você era legal. Começamos a sair juntos, você me ensinou a andar de skate e as coisas fluíram. No começo foi difícil acreditar que você não era aquela pessoa que eu odiava, você era muito mais do que aquela imagem que eu tinha criado de você.

Eu ainda te odeio um pouquinho quando você me tira do sério, mas nada comparado ao quanto eu te amo.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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Nós não temos uma música

Não somos do tipo de casal que tem uma trilha sonora ou uma música exclusiva que um lembre do outro, estranho né?

Tive alguns relacionamentos e eles foram marcados por uma música. Confesso que quando percebi que não temos uma música me senti chateada, mas isso só aconteceu até eu lembrar o real motivo sobre isso: nenhuma música descreveria o nosso relacionamento.

Nenhuma música seria 100% fiel a nossa história.

Pode até parecer clichê, mas é a pura verdade. Nós mesmos não conseguimos descrevê-lo com todas as palavras que existem no dicionário, não vai ser uma música que fará isso por nós. Egoístas? Talvez, mas que o nosso relacionamento é difícil de descrever isso é fato.

Mas o que eu adoro mesmo é essa particularidade, os textos românticos e piegas que nós trocamos pelo whatsapp ou até mesmo pelas cartas que nós escrevemos um pro outro. Os nossos momentos que são só nossos e de ninguém mais. Se alguém além de nós dois soubesse de cada detalhe até poderia escrever uma canção que nos definisse.

Ninguém além de nós dois sabe do que se trata o nosso amor.

 

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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