O nosso destino

É ficarmos juntos.

E eu sei disso desde a primeira vez que os meus olhos bateram em você. E me deu um nó na garganta quando você me disse oi, foi como se eu estivesse aprendendo a falar.

Na verdade, eu sinto que com você tudo é aprendizado: o primeiro abraço, o primeiro beijo. Todas as nossas primeiras vezes parecem as minhas primeiras vezes. E confesso que eu amei esse teu jeitinho de me ensinar. Não me arrependo do meu passado, eu sempre repito isso, mas eu adoraria que as minhas primeiras vezes tivessem sido suas.

Mesmo depois de algum tempo eu continuo sentindo aquele frio na barriga, principalmente quando ouço seus passos na minha garagem vindo em direção a minha porta. Fico ansiosa esperando você abrir a porta e me lançar aquele olhar de quem quer me ter, de quem já me tem.

São poucas as certezas que eu tenho e uma delas é de que você apareceu no momento certo. O momento até pode não ter sido o certo, mas você o tornou certo e continuou o fazendo ser certo. Tão certo que hoje nós somos o que somos, apaixonados, amantes e mais piegas impossível.

O meu destino e o seu não foram traçados na maternidade, mas agora não é apenas meu ou seu é o nosso destino.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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O melhor lugar

É no teu abraço.

Eu nunca me senti tão protegida entre dois braços. É como se fosse meu lar, é pra onde eu sempre quero correr depois de um dia longo.

Sabe aquele trecho da música Equalize da Pitty? “E porque quando você me abraça o mundo gira devagar“. É exatamente essa a sensação, quando você me embala no teu abraço eu sinto como se tudo ao meu redor ficasse mais lento e sabe os meus problemas? Eles somem num piscar de olhos.

Eu nunca acreditei no papo da tal química e com você eu literalmente mordi minha língua. É uma simetria tão incrível em nosso abraço que eu consigo passar horas deitada sobre o teu peito de olhos fechados com o pensamento longe, mas ainda ali na gente e sentindo teus braços me acolhendo.

Confesso que já tentei entender o porquê de ser você, mas simplesmente é. Nenhum outro abraço que eu recebi até te conhecer era tão aconchegante como o seu. E olha que eu já recebi muitos abraços e tive tempo de me acostumar com alguns deles, mas nenhum consegue superar o que eu sinto ao te abraçar.

Não existe lugar melhor que o teu abraço.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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O primeiro “eu te amo”

Quando voltei para o quarto Rômulo parecia estar bem a vontade sentado em minha cama. Sorri ao lembrar da primeira vez em que ele esteve em meu quarto.
– o que foi? – Rômulo perguntou sem entender o porquê do meu sorriso.
– nada – balancei a cabeça negativamente.
Sentei-me por entre suas pernas e deitei minhas costas sobre o seu peito.
Ali era o único lugar que eu desejava estar.
Os últimos meses se resumiam a isso: nós, mas ainda nós não éramos nós, éramos eu e ele curtindo aquele momento.
Ficamos em silêncio enquanto ele acariciava delicadamente meus braços que descansavam sobre o seu corpo. Eu adorava o fato de ficarmos em silêncio curtindo um ao outro, sem nos sentirmos pressionados a conversar.
Decidi interromper o carinho para segurar suas mãos, elas eram grandes e eu adorava compará-las as minhas. Senti que suas mãos estavam geladas e suadas. Estranhei, pois suas mãos sempre estavam quentes.
– você ta bem? – perguntei preocupada.
– tô – ele respondeu rapidamente.
O tom de sua voz não havia me convencido.
Entrelacei nossos dedos e segurei suas mãos com força.
– suas mãos não param de suar, você tem certeza que ta bem? – o questionei novamente.
– é que eu quero te falar uma coisa… – ele hesitou.
Mil coisas passaram em minha mente em menos de 10 segundos e uma delas era: “Eu não quero mais”.
Agora eu estava suando frio, senti que meu coração iria sair pela boca a qualquer momento.
Respirei fundo e decidi encorajá-lo a falar de uma vez.
– pode falar.
Fechei meus olhos e os apertei esperando ouvir da sua boca o que eu tanto temia.
Foram os 5 segundos mais longos da minha vida.
– eu te amo – ele disse, sua voz era firme.
Meus olhos agora estavam arregalados, eu não sabia o que dizer. Eu tenho que retribuir o eu te amo? Eu ainda não estou pronta! Mas eu…
Sem pensar me virei para ele e lhe roubei um beijo, dois ou três…
Tive vontade de dizer que o amava, mas toda vez que eu pensava em interromper o beijo e dizer o que eu sentia, eu simplesmente continuava a beijá-lo. Não era tão simples como nos filmes de romance.
E agora?

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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