O melhor lugar

É no teu abraço.

Eu nunca me senti tão protegida entre dois braços. É como se fosse meu lar, é pra onde eu sempre quero correr depois de um dia longo.

Sabe aquele trecho da música Equalize da Pitty? “E porque quando você me abraça o mundo gira devagar“. É exatamente essa a sensação, quando você me embala no teu abraço eu sinto como se tudo ao meu redor ficasse mais lento e sabe os meus problemas? Eles somem num piscar de olhos.

Eu nunca acreditei no papo da tal química e com você eu literalmente mordi minha língua. É uma simetria tão incrível em nosso abraço que eu consigo passar horas deitada sobre o teu peito de olhos fechados com o pensamento longe, mas ainda ali na gente e sentindo teus braços me acolhendo.

Confesso que já tentei entender o porquê de ser você, mas simplesmente é. Nenhum outro abraço que eu recebi até te conhecer era tão aconchegante como o seu. E olha que eu já recebi muitos abraços e tive tempo de me acostumar com alguns deles, mas nenhum consegue superar o que eu sinto ao te abraçar.

Não existe lugar melhor que o teu abraço.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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O primeiro “eu te amo”

Quando voltei para o quarto Rômulo parecia estar bem a vontade sentado em minha cama. Sorri ao lembrar da primeira vez em que ele esteve em meu quarto.
– o que foi? – Rômulo perguntou sem entender o porquê do meu sorriso.
– nada – balancei a cabeça negativamente.
Sentei-me por entre suas pernas e deitei minhas costas sobre o seu peito.
Ali era o único lugar que eu desejava estar.
Os últimos meses se resumiam a isso: nós, mas ainda nós não éramos nós, éramos eu e ele curtindo aquele momento.
Ficamos em silêncio enquanto ele acariciava delicadamente meus braços que descansavam sobre o seu corpo. Eu adorava o fato de ficarmos em silêncio curtindo um ao outro, sem nos sentirmos pressionados a conversar.
Decidi interromper o carinho para segurar suas mãos, elas eram grandes e eu adorava compará-las as minhas. Senti que suas mãos estavam geladas e suadas. Estranhei, pois suas mãos sempre estavam quentes.
– você ta bem? – perguntei preocupada.
– tô – ele respondeu rapidamente.
O tom de sua voz não havia me convencido.
Entrelacei nossos dedos e segurei suas mãos com força.
– suas mãos não param de suar, você tem certeza que ta bem? – o questionei novamente.
– é que eu quero te falar uma coisa… – ele hesitou.
Mil coisas passaram em minha mente em menos de 10 segundos e uma delas era: “Eu não quero mais”.
Agora eu estava suando frio, senti que meu coração iria sair pela boca a qualquer momento.
Respirei fundo e decidi encorajá-lo a falar de uma vez.
– pode falar.
Fechei meus olhos e os apertei esperando ouvir da sua boca o que eu tanto temia.
Foram os 5 segundos mais longos da minha vida.
– eu te amo – ele disse, sua voz era firme.
Meus olhos agora estavam arregalados, eu não sabia o que dizer. Eu tenho que retribuir o eu te amo? Eu ainda não estou pronta! Mas eu…
Sem pensar me virei para ele e lhe roubei um beijo, dois ou três…
Tive vontade de dizer que o amava, mas toda vez que eu pensava em interromper o beijo e dizer o que eu sentia, eu simplesmente continuava a beijá-lo. Não era tão simples como nos filmes de romance.
E agora?

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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Eu não quero namorar

Foi o que eu pensei.

Na verdade, eu disse isso inúmeras vezes, talvez pra tentar me convencer de que isso era verdade. E você, concordava comigo. Afinal, eu tinha acabado de sair de um relacionamento de dois anos e você, de um dos seus rolos que, como sempre, não duravam muito.

Nós tínhamos tudo pra dar errado.

Mas, com você eu vivi um mês de muitas aventuras e eu te mostrei um mundo completamente diferente. Um mundo chamado: liberdade. Um mundo meu e que agora eu podia compartilhar com alguém que tinha essa mesma sede de viver coisas novas.

Nós nos divertíamos e nos esquecíamos da realidade. Era como se existisse um mundo paralelo onde só existia eu e você. E isso era suficiente. Você se infiltrou na minha rotina de uma forma que nenhuma outra pessoa até então tinha feito. E eu gostei disso. Você saiu da sua zona de conforto e decidiu encarar o mundo. Um mundo que nós criamos.

– Você quer namorar comigo? – Você disparou, assim, sem mais nem menos. Nós estávamos deitados na minha cama, já tinha passado da meia noite e nós tínhamos que acordar cedo.
Eu fui pega de surpresa e tive aquela velha e conhecida sensação de que o gato tinha comido minha língua.
– Você não vai responder? – Você insistiu e eu respirei fundo.
– Pergunta de novo – pedi, tentando me conter.
– Você quer namorar comigo? – Suas sobrancelhas estavam unidas, mas, o seu sorriso entregava o que você já suspeitava. Eu era tão óbvia assim?
– Sim – Eu respondi sem pensar duas vezes.

No mês passado completamos dois anos de namoro e eu não me canso de lembrar de tudo o que vivemos até aqui. Nós aprendemos a amar juntos e todo dia é um novo dia pra gente. E o mais engraçado é que todo dia você consegue me fazer te amar um pouquinho mais.

E olha que eu não queria namorar, né?

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

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