Das coisas que mais sinto falta

 

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Você é a que eu mais sinto.

Quando te conheci jamais poderia imaginar que você se tornaria a minha maior saudade um dia.

Nós tínhamos um sonho em comum: não sermos comuns. Não éramos populares e não desejávamos isso, a gente só queria passar pela pior fase da nossa vida sem holofotes: a tão temida pré-adolescência. E nós superamos isso juntinhas.

Eu estava perdida e você me ajudou a me encontrar. Mudar de escola no meio do ensino fundamental não é a melhor experiência, mas eu felizmente encontrei você e você viu em mim a oportunidade de se encontrar. A nossa amizade nos completou.

Eis que uma nova paixão nos uniu: Rebelde. Nós compartilhávamos cada detalhe dessa paixão, cantávamos em todos os recreios as músicas da banda e dividíamos os trechos, pra que fosse justo. Você dizia que era a Mia e eu era a Roberta, afinal, toda loira tem sua morena, ops, ruiva. Mas eu não era ruiva e mais tarde você acabou pintando os seus cachinhos de vermelho, mas não foi diferente: toda morena tem sua ruiva.

Em cada cartinha que trocávamos era uma surpresa, junto com uma folha escrita, colocávamos no envelope todas as coisinhas que a gente via e lembrava da outra: adesivo, foto, palavras recortadas em uma revista etc. Até que um dia em uma dessas cartas decidimos que éramos mais que amigas: éramos irmãs, mas irmãs que havíamos escolhido. A partir dali a gente passou a se chamar de mana.

Fomos para o ensino médio, mas mudamos de colégio e acabamos não estudando na mesma sala e pra quem achou que isso abalaria a nossa amizade, conseguimos provar o contrário. Essa fase foi a mais gostosa da nossa amizade, compartilhamos novas experiências: namoricos de escola, ilusões amorosas, crises existencias, conversas no msn e depoimentos no orkut (saudade!).

E mais uma vez o destino nos ajudou: no terceiro ano caímos na mesma sala! Foi o melhor ano letivo, justo naquela época a escola resolveu que o alunos sentariam em duplas. Adivinha quem era a minha dupla?

Como sempre e, desde sempre, a gente formava uma dupla de duas.

Hoje, mesmo após 10 anos eu não canso de repetir que você foi a amizade mais sincera que eu tive. Que esteve ali por mim mesmo quando eu não merecia. Mesmo com a distância e a falta de tempo, você continua sendo a minha melhor amiga e a minha primeira opção.

E eu espero matar essa saudade logo, logo.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

Talvez cê curta

118 Comentários

  1. Sté, adorei o texto!
    Na verdade, gosto de todos que você posta aqui hahaha
    Até queria ter esse dom de fazer textos para botar no blog, mas não tenho 🙁
    Beijinhos

  2. Ai que texto lindo, que nostalgia! O texto me lembrou tanto essa minha fase também sabe, pré adolescência e adolescência. Fase em que só amigos podem preencher tão bem. Tenho algumas amigas que sinto falta, alguns amigos também. Mas muitos perdi o contato e hoje não sei como lidar com isso.
    Tudo o que resta no final é a saudade. Sempre.
    Um beijo <3

    http://www.chuvanojardim.com.br

  3. Gostamos do texto, muito lindo. Conhecíamos até bastante pessoas na época da pré-adolescência e também na adolescência, mas infelizmente perdemos contato com a maioria delas então nos resta apenas a saudade daqueles tempos. Em breve vamos responder a tag.

    beijos

    onlyinspirations.blogspot.com.br/

  4. Que saudades de tudo ♥

    eu ainda tenho as cartas e cards do rebelde rs
    Que época boa, queria que o tempo voltasse no terceiro ano, muitas conversas.
    Nós éramos dedicadas na aula e tudo, mas a nossa conversa paralela irritava os profe’s não éra?! rs 😉

    Não sei da onde tanto papos que temos né, é sempre assim …
    Não vej a hora de poder colocar a fofoca em dia, tantas coisas
    que guardadas estão me sufocando a cada dia rsrs, pois não é qualquer pessoa
    que sabe ouvir e que tem paciência né?! Na verdade não sei como você
    teve tanta paciência comigo durante esses anos.

    Muito obrigada por tudo!!! Tempo passou rápido né…

    Saudades maninha…

    Te amo muito ❤

  5. Que amor, Sté. A vida também me deixou longe da minha mana de coração, mas, felizmente, crescemos em um período bastante facilitado em termos de comunicação. De qualquer forma, dá uma saudade, né? Não sei como vou assistir os episódios novos de Gilmore Girls sem ela. </3
    Beijos,
    Bru
    Blog Moderando

  6. OOOOOOI

    AAAAAAW, mas que amorzinho *-*
    eu acho tão incrível esses relatos de amizade que o tempo só fortalece. É maravilhoso ter alguém ao seu lado pra crescer junto, né?
    tô aqui torcendo pra essa saudade ser matada logo!

    beijo
    beinghellz.com

  7. Que lindo esse sentimento, Sté! Eu sentiria orgulho de ser sua amiga, porque as palavras foram super bem escolhidas e em cada detalhe dá pra sentir o tamanho da sua consideração por essa amiga. Adorei!

    Beijos!

  8. Que lindo!
    Tenho sorte pois, a minha amizade de colégio/ensino médio mais valiosa continua até hoje. E mesmo que não se fale ou se encontre diariamente, a amizade continua firme e forte. A gente só não era popular, ao contrário, éramos as otaku/nerds da sala de aula, com muito orgulho <3 rsrs

  9. Que texto mais lindo e bateu uma saudade da época do colégio, das cartinhas. ♥ Saudade às vezes dá um apertinho, né? Mas no fundo “ela” é sempre boa, afinal, se a gente sente isso é porque valeu muito a pena. É ruim essa correria quando a fase “escola” passa, mas são coisas da vida mesmo. Não tem jeito. Eu sempre tento encontrar minhas amigas do colégio e, por mais, que as conversas não sejam na mesma frequência, o carinho e amizade estão sempre presentes. Amei o post! =)

    Beijos, Carol
    http://www.pequenajornalista.com

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