Nós nos pertencíamos

 

Rômulo do outro lado da rua olhou para mim e eu senti todas aquelas borboletas que voaram ao redor de mim mais cedo, agora em meu estômago. Ele deu um passo à frente e eu fiz o mesmo, nossos olhares não se deixaram.
Eu não sabia o que estava sentindo, mas eu precisava saber. Eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser beijá-lo, eu queria sentir o seu gosto.
Minhas mãos estavam suando e meu coração ameaçava sair pela boca.
Seu olhar era de aflição, por que ele estava aflito? Ele olhou para o chão a sua frente e voltou a me olhar, ele me queria ali? Ou ele estava confuso sobre o que sentia?
Ele sorriu e então eu entendi.
Não pensei duas vezes e atravessei a rua correndo, ele fez o mesmo. Quando nos encontramos eu tive certeza de que esse era o momento e que tudo iria mudar a partir dali. Eu o desejava e o seu olhar não mentia, ele me queria também.
Ele segurou minha mão e então percebi que eu estava tremendo. Senti um pingo em minha mão e olhamos para o céu, estava começando a chover.
Rimos ali parados no meio da rua.
Ele colocou uma mecha de cabelo atrás de minha orelha e desenhou com o dedão meu rosto até o queixo, o deixei cair por timidez e ele o levantou para que eu o olhasse. Nervosa eu sorri e mordi os lábios.
Ele aproximou seu rosto do meu e pressionou sua mão em minha nuca para que me aproximasse mais. Nossas bocas estavam há centímetros de distância e então ele fechou os olhos e eu o fiz também.
Agora os pingos eram mais fortes e meu cabelo já estava encharcado.
Sua boca macia tocou a minha e eu senti seu hálito de hortelã. Eu segurei sua cintura e o puxei para mais perto, eu precisava sentir seu corpo também. Com movimentos suaves nossas bocas se encaixavam e eu não senti mais o chão onde eu pisava, eu estava nas nuvens.
Eu senti que ele era meu, agora eu tinha certeza, nós nos pertencíamos e só com o beijo foi suficiente para compreender.

23 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

Talvez cê curta

84 Comentários

  1. Aiii Maria quando eu entro aqui e leio esses poemas meu lado mais piegas aparece. Me sinto uma jovem apaixonada, daquelas paixões que você nem sabe por quem é.
    Adorei mais uma vez tua escrita e mais uma vez identifiquei tuas composições em algumas minhas. E me veio a cabeça. Já fez texto coletivo? … tem interesse?

    beijos

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br/

    ps: Sei que chama Sté, mas aiiii maria é tão poesia hahaha

  2. Nossa, que texto!!! Quando comecei a ler e vi que tinha o nome da minha primeira paixãozinha da vida, já fiquei atenta, e conforme fui lendo só ia imaginando o quanto seria lindo se fosse real, haha! O nome do carinha era Rômulo também, mas a cena descrita aqui foi muito melhor do que a desilusão que tive na real, hahaha!

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