Saudade

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Já se passaram dois anos e eu ainda tenho a sensação de que te entreguei o presente de natal ontem mesmo. Você, todo durão conteve o sorriso e agradeceu com um abraço frouxo. Às vezes tenho a impressão de que você não está tão longe, mas eu sei que isso não passa de uma impressão.

Desde que você se foi muitas indagações surgiram e umas delas é por que eu não disse que te amava?

Bom, essa não é tão difícil de responder e adivinha só: você me ensinou a não demonstrar fraqueza e, o amor é uma das maiores fraquezas. Das coisas que você me ensinou com certeza tirei 10 no assunto ser durona, mas confesso que quando eu te perdi descobri que eu não era tão forte quanto eu pensava e que chorar não é o fim do mundo, mas dói.

Hoje quando eu lembro da forma como você se referia a você mesmo quando conversava comigo eu percebo que você também não era tão durão assim não, né? Você falava: “Filha, o pai trocou de carro”. Você era carinhoso de uma forma um pouco enrustida, mas era o seu jeito e a gente se entendia do nosso jeito. Porque do seu jeito também era o meu jeito.

E aquele papinho de que filho era pro mundo? Uma das maiores mentiras já ditas por você, até porque alguém aqui não podia nem namorar! Mas, mesmo que você tenha me ensinado a jamais dar o braço a torcer eu te dou razão! Eu não deveria ter perdido meu tempo com algumas pessoas.

Uma coisa que eu não consigo esquecer é a última vez que te vi e você deixou o seu orgulho de lado ao pedir que eu voltasse pra cidade e morasse com você, talvez fosse um sinal, mas eu disse não. Um dos meus maiores arrependimentos, pois eu vivo com o “E se…”.

Mas lembra que nesse mesmo dia você soltou um sorriso bobo porque eu pedi mais um abraço na hora de dar tchau? É a minha melhor lembrança de você: sorrindo, mesmo tentando esconder o quanto aquilo era importante pra você.

Você nunca foi do tipo pai herói e de longe foi o pai perfeito, assim como eu, filha, nem sempre te orgulhei e eu acho que é assim mesmo na vida real, pois somos humanos e estamos longe da perfeição.

Mas eu quero deixar registrado o quanto eu sinto falta das suas ligações sem motivo e das tardes em que assisti TV Senado com você, ali, quietinha sem entender nada.

E sabe do que eu tenho mais saudade? Dos nossos silêncios, porque a companhia um do outro era tudo o que precisávamos. Era suficiente.

E ah, pai, eu te amo!

 

 

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Músicas que marcaram minha adolescência

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Vai, pode falar! Na sua adolescência você se descabelava por alguns cantores/bandas e no banheiro usava o frasco do shampoo como microfone e cantava como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Sabe qual é a ótima notícia? EU TAMBÉM! E acho que a maioria das pessoas passaram por essa fase. Na adolescência nós criamos certo apego por algumas coisas e o meu apego foi sem dúvida nenhuma: música!

Eu dividia o quarto com mais duas irmãs e o que não faltava no quarto era pôster colado na parede, na porta, em todos os lugares possíveis! Minha mãe ficava completamente louca com a gente. Como eu era a mais nova eu acabei gostando dos mesmos estilos musicais que as minhas irmãs ouviam. Um exemplo bem engraçado é da banda chamada HANSON, uma banda formada por três irmãos e como éramos em três, cada uma tinha o seu preferido ou o seu “namorado ideal”. Por exemplo: minha irmã mais velha preferia o mais velho, já minha irmã do meio escolhia o do meio e claro, o irmão mais novo ficava pra mim, mas, como eu era muito nova naquela época eu não pensava nele como meu namorado, mas eu tinha muita vontade de conhecê-lo! Hahah.

Bate uma nostalgia lembrando das músicas que eu ouvia, por isso fiz uma playlist com algumas músicas que nunca saíram da minha cabeça! Hahah!

KLB – A DOR DESSE AMOR

TWISTER – 40 GRAUS

FELIPE DYLON – MUSA DO VERÃO

HANSON – SAVE ME

AVRIL LAVIGNE – I’M WITH YOU

REBELDE – SALVAME

Tem alguma música que marcou sua infância/adolescência e eu não citei? Deixa ali no comentário pra gente dividir esse momento nostálgico! Hahah.

Até a próxima!

Xoxo.

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Eu não quero um final feliz

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Sabe aquele filme ou livro clichê em que o casal na maioria das vezes tem um final feliz? Eu não quero um final, eu só quero ser feliz com você. Simples assim. Quero dividir com você todos os meus momentos, sejam eles bons ou ruins. E eu quero também estar ao seu lado pra te dar apoio e te mostrar que eu sou mulher pra todas as horas e, que em todas as horas eu sou sua mulher.

E nem venha me dizer “até que a morte nos separe” quando nos casarmos, pois como você bem sabe eu odeio essa tal da morte e ai de você se ousar dizer isso!

Desde que te conheci não consegui encontrar graça em outra coisa a não ser esquecer meus olhos nos teus ou até mesmo me embalar no teu abraço feito uma criança carente e dormir por ali mesmo. Porque eu sinto que no teu abraço é o meu lugar, é o meu lar e eu poderia morar pra sempre ali no teu peito.

Nos teus braços eu me sinto segura, eu esqueço de tudo. A única coisa que eu ouço é o teu coração batendo conforme sua respiração e isso me acalma como se fosse uma música de ninar.

Não consigo pensar em um final pra isso, pois seria injusto não vivermos infinitamente esse amor que só cabe a nós.

Eu sinto que o que nós temos não vai ter fim, não teremos um final feliz.

Nós seremos felizes para sempre.

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