Eu não te amo mais

 

É exatamente isso o que você acabou de ler: Eu não te amo mais.

Desde que nos conhecemos eu tive a sensação de que a cada dia eu me apaixonava um pouquinho mais por você e mesmo achando isso improvável pelo meu histórico nada amoroso da minha vida nenhum pouco romântica, eu estava sim perdidamente apaixonada por você.

E por mais frustrante que isso parecesse pra mim, pois nunca havia me acontecido algo do tipo antes, eu não desisti de você, eu me permite sentir isso. Era algo novo, um sentimento intenso e único.

Era amor. 

Antes de trocarmos o famoso eu te amo eu já sabia o que estava acontecendo, no início pensei que o mundo ao meu redor havia mudado, até que percebi que quem havia mudado na verdade era eu porque eu estava ir-re-vo-ga-vel-men-te, per-di-da-men-te e his-te-ri-ca-men-te apaixonada por você. Eu te amava.

É engraçado como enxergamos as coisas ao nosso redor de outra forma quando estamos apaixonados, né? Como quando você começa a usar óculos ou troca seus óculos depois de um ano usando as mesmas lentes: você enxerga tudo com mais cor, mais vida e muito mais bonito. Há quem diga que o amor é cego, mas cá entre nós, ele nos faz enxergar as coisas com mais amor e mais leveza.

Outro dia me peguei tentando entender o que me fazia te amar e cheguei a conclusão de que eu não tinha como te amar mais, pois você já tinha me mostrado todos os motivos pelos quais vale a pena amar você. Então não, eu não te amo mais a cada dia, eu já te amo o suficiente e a cada dia que passa esse amor é cultivado aqui dentro com os nossos momentos e pequenos gestos de amor e cumplicidade do nosso relacionamento.

Amor, eu já te amo o suficiente pra vida inteira.

23 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

Comenta aqui, miga!

E se?

 

 

Já faz algum tempo que todo dia 27 eu me faço a mesma pergunta: E se eu não tivesse voltado?

Lembro como se fosse ontem, você me deixando em frente ao portão da minha casa e quando fomos nos despedir você me deu um beijo bem no cantinho da minha boca. Eu não pude deixar de comentar e lhe dei as costas falando sobre o quase selinho. Você que de bobo não tem nada, disse que se eu voltasse me daria um beijo. Na hora eu não pensei em nada, eu simplesmente segui meus instintos e em menos de 10 segundos já estava parada na sua frente esperando o beijo que você havia prometido.

E se eu não tivesse voltado? Você teria tentado em outra ocasião ou entenderia que eu não queria nada com você?

Eu sei que é besteira me questionar isso, mas eu te amo tanto que volta e meia me passa pela cabeça essas ideias malucas.

Nos últimos anos você tem sido muito mais que um namorado, o seu companheirismo sempre me impressionou e a simplicidade com que você vê o mundo me fez abrir os olhos e enxergar que o mundo pode ser um lugar melhor, isso só depende da gente.

Com você eu aprendi e tenho aprendido a amar, não que eu não tenha tido experiências antes de você, mas hoje eu sinto que estou pronta pra sentir o tão temido amor. Eu sempre tive um bloqueio emocional de não me relacionar tão a fundo, mas com você foi completamente diferente. Com você é diferente. Parece clichê né? Mas eu descobri que o amor é isso, ser brega e clichê. E você não tem como escapar disso.

Eu amo cada detalhe teu. Todas as suas características que você julga como defeito, eu amo. Confesso que já tentei odiá-las, sabe aquelas brigas bobas que tivemos? Então, eu tentei te odiar um pouquinho só pra não dar o braço a torcer e não correr atrás de você e, não obtive sucesso.

Acho que cheguei a uma conclusão. E se a gente nunca se largasse? 

23 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

Comenta aqui, miga!

Nós nos pertencíamos

 

Rômulo do outro lado da rua olhou para mim e eu senti todas aquelas borboletas que voaram ao redor de mim mais cedo, agora em meu estômago. Ele deu um passo à frente e eu fiz o mesmo, nossos olhares não se deixaram.
Eu não sabia o que estava sentindo, mas eu precisava saber. Eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser beijá-lo, eu queria sentir o seu gosto.
Minhas mãos estavam suando e meu coração ameaçava sair pela boca.
Seu olhar era de aflição, por que ele estava aflito? Ele olhou para o chão a sua frente e voltou a me olhar, ele me queria ali? Ou ele estava confuso sobre o que sentia?
Ele sorriu e então eu entendi.
Não pensei duas vezes e atravessei a rua correndo, ele fez o mesmo. Quando nos encontramos eu tive certeza de que esse era o momento e que tudo iria mudar a partir dali. Eu o desejava e o seu olhar não mentia, ele me queria também.
Ele segurou minha mão e então percebi que eu estava tremendo. Senti um pingo em minha mão e olhamos para o céu, estava começando a chover.
Rimos ali parados no meio da rua.
Ele colocou uma mecha de cabelo atrás de minha orelha e desenhou com o dedão meu rosto até o queixo, o deixei cair por timidez e ele o levantou para que eu o olhasse. Nervosa eu sorri e mordi os lábios.
Ele aproximou seu rosto do meu e pressionou sua mão em minha nuca para que me aproximasse mais. Nossas bocas estavam há centímetros de distância e então ele fechou os olhos e eu o fiz também.
Agora os pingos eram mais fortes e meu cabelo já estava encharcado.
Sua boca macia tocou a minha e eu senti seu hálito de hortelã. Eu segurei sua cintura e o puxei para mais perto, eu precisava sentir seu corpo também. Com movimentos suaves nossas bocas se encaixavam e eu não senti mais o chão onde eu pisava, eu estava nas nuvens.
Eu senti que ele era meu, agora eu tinha certeza, nós nos pertencíamos e só com o beijo foi suficiente para compreender.

23 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

Comenta aqui, miga!