Tudo mudou

Não adianta bater o pé, menina, tudo mudou. Até mesmo a forma que você olha as pessoas ao seu redor, não há como negar. O seu sorriso não é mais tão fácil de ser cedido, o seu andar não é mais desconfiado, é decidido. E você decidiu o que? Ser mulher? Ora, vamos lá, menina! Lá no fundinho, bem escondidinho, você é ainda é uma menina, daquelas bem pequena, que cabe num abraço e ainda sobra espaço.

Cá entre nós, não vale a pena essa mudança, depois de tanto tempo se segurando você chorou feito criança por ter amadurecido. Dói amadurecer, mais do que qualquer salto 15 que você tenha tentado usar pra agradar.

Você não precisa agradar ninguém, a não ser você mesma.

Mas se quiser mudar, mude, mude de cidade, mude sua cama de lugar ou melhor, mude seus “amigos”. Mas, não mude quem você realmente é.

Não deixe que a sociedade lhe imponha como você deve ser ou como uma mulher deve se comportar. Não é sua obrigação acordar todos os dias de manhã e passar maquiagem para ir trabalhar. Não te faz menos feminina não usar batom. Só porque você não passa o dia inteiro com um sapato apertado contando as horas pra chegar em casa e tirá-lo, não significa que você não seja mulher. Entenda uma coisa: você não precisa alisar o cabelo pra ser linda, assuma seus cachos! Ou o seus crespos. Seja um leãozinho, que mal tem?!

O que seria do azul se todas as mulheres tivessem a obrigação de gostar da cor rosa? É tão difícil assim a sociedade entender? Mas, essa não é questão, a questão principal aqui é você:

Se aceite, seja você e nada além disso.

24 anos, adora sinceridade e fala o que lhe dá na telha.

Talvez cê curta

98 Comentários

  1. Nossa, e como demora pra gente entender isso! É um exercício diário entender que não precisamos agradar ninguém, que precisamos sim viver em sociedade, mas respeitar as diferenças e aceitar que as pessoas se expressem como elas bem entenderem desde que não causem mal a ninguém!

    Beijos, ♥ brilhodealuguel.com

  2. Hoe, Sté flor! Tudo bem? 🙂

    Acho que você conseguiu reunir discursos libertadores e desconstruídos que tanta gente se esforça em tecer nos artigos militantes e textões de Facebook de uma forma tão sutil e agradável que tudo isso virou uma cartinha tão gostosa quanto um abraço.

    Enquanto lia seu texto, lembrei de vários momentos em que me manifestei – de boas – contra preceitos pequenos proferidos pela minha mãe com naturalidade sobre “ser mulher exige sacrifícios”. Coisas como vestir calçado apertado e alto demais, apertar barriga para caber na calça bonita, fazer dieta para se enquadrar em alguma coisa ou algum grupo…

    Tá certo, são conceitos de outra época, mas estamos aí para justamente tentar ajudar a trocar a ordem dos esquemas: por que eu tenho de caber na roupa, no sapato, quando ele (objeto) é que tem de me servir, caber em mim? Prioridades, prioridades.

    No fundo, a menina aqui continua viva, chorando, brigando, amando, querendo ouvir muito e também ser muito ouvida. A casca-mulher cada vez mais quer que o mundo saiba como é esse núcleo-menina, só está abrindo espaço para que ela possa ser melhor recebida. Cumprimentando a sua menina daí de dentro com a minha daqui de dentro, muito obrigada. ♥

    Beijos, flor~

  3. Que texto lindo, Sté! Eu não uso nada pra agradar ninguém, uso sempre as coisas para me agradar. Deixei de ir de salto pra balada porque ficava com o pé doendo e tinha que suportar a dor porque detesto tirar o salto no meio da festa, aí ficava me castigando mentalmente “Se eu quis vir de salto, tenho que aguentar até chegarem casa” e assim fazia, hahaha! Aí agora parei. Vou de sandália, tênis, bota, tudo menos salto. Só se for uma ocasião muuuito especial e se tiver lugar pra sentar, aí vou de salto sem medo, porque gosto de usar salto, só depende das circunstancias, hahaha!

  4. OOi adorei o texto.
    “O que seria do azul se todas as mulheres tivessem a obrigação de gostar da cor rosa”

    Beijos bom final de semana
    bellapagina.blogspot.com.br

  5. Concordo plenamente, devemos sentirmos-nos bem primeiro connosco e só depois ver o que os outros pensam da gente. O nosso maior amigo ou inimigo somos sós mesmos e se gostarmos do reflexo do espelho então a vida será bem melhor. Os outros terão de aceitar e prontos.

  6. Que delícia de autoconhecimento, de inspiração para o lembrete de objetivos e princípios mais alinhados. A frase “Mudei para continuar o mesmo”, de Sócrates, parece ter navegado em cada entrelinha, formulando um berro suave sobre saber mergulhar, saber que maturidade é não deixar de sentir, mas saber também sair pulando para fora após últimas gotas. Um encanto!

    http://www.semquases.com

  7. Ameeei o post Sté! Concordo com cada vírgula! Podemos nos vestir como desejarmos, não vamos deixar de ser femininas por isso, somos mulheres, independente de maquiagem, roupa, cabelo, sapatos, etc… somos mulheres, lindas! Cada uma com sua personalidade e beleza… Beijokas 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *